segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SOBRE THE SINNER: ASSISTE POR FAVOR VAI


Talvez você se reconheça em algum parágrafo, ou até em alguma palavra que eu fale aqui e que te faça lembrar de um momento em que você chegou a achar que você era a culpada por determinado problema na sua vida, mas acabou descobrindo que foi abuso e violência social. 

Talvez se você assistir a nova série da Netflix: The Sinner, você não se identifique com nada, ache tudo loucura e fora do comum, ou se identifique com tudo, e tenha percebido que nem tudo o que fazemos é nossa culpa, mas muito do que fazemos também é nossa culpa.

Está confusa? Sim, eu também fiquei confusa quando assisti a série e mais ainda depois, quando discuti o tema com minhas amigas, por isso, achei justo compartilhar por aqui.

O cenário é o mais comum possível. Uma mulher casada, com um filho, com um trabalho; que mata um cara na praia a facadas. Oi? Sim, essa mulher casada, com um filho, está com os dois na praia e mata um cara a facadas.

"Louca! Mata ela! Prende ela!" Eu também gritei isso quando estava assistindo, então não vou te julgar se você teve a mesma reação. A série se desenvolve contando a história dessa moça, e não justificando o que ela fez, mas nos fazendo entender o porque ela fez.

Não contém spoilers: Aos poucos, a gente começa a perceber que não foi do nada, ela carrega uma culpa por não amar do jeito certo, por não rezar do jeito certo, por se sentir incapaz de manter-se livre e feliz. E a gente fica cada vez mais preso nos 8 tensos episódios que enredam.  Eu assisti em dois dias.


Tudo na série faz sentido, por isso, se eu te convenci um pouquinho a assistir, preste atenção em tudo. Somos convidados a cada cena a reparar em todo e qualquer micro detalhe que apareça para tentar desvendar junto com os investigadores o crime (ou as causas dele).

Porque eu quero tanto que todos assistam: The Sinner fala de abusos contra mulheres jovens e bonitas nas cidades pacatas dos Estados Unidos, mas muito mais do que pensamos, esses abusos acontecem diariamente no mundo, e não adianta falar: "Ela saiu de saia curta porque quis!" Porque isso não justifica violência, não justifica "fiufiu" quando mulheres estão caminhando na rua e nunca vai justificar abuso.

A culpa do abuso nunca é da vítima, sempre vai ser de quem o fez. Quem são os pecadores?

É isso.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

SOBRE CANCUN: YES, WE GOT IT!


O título e a foto já falam muito. Mas habemus explicações e não teria jeito melhor de começar, que pelo começo. 

Há um mês, depois de 8 horas de vôo, olhei pela janela do avião e muito além de terra a vista, vi um azul inexplicável, convidativo que me fez amar ainda mais a natureza. Ainda meio desorientada pelo sono desconfortável do trajeto, tomamos a consciente decisão de pisar pra fora do avião com o pé direito.


Era o início de uma viagem que aconteceu sem a gente perceber. Uma viagem desejada (mas não planejada), uma viagem para um paraíso (que não tínhamos dúvida). Uma viagem de presente. Uma viagem de sorte, de prêmio.

E foi assim que eu e Cancún começamos a nos conhecer. O que antes era um plano de viagem para daqui 1, 2 anos. Se tornou agora, e foi um prêmio, literalmente. Márcio, meu namorado, ganhou fazendo um dos esportes que mais gosta: jogando poker. 

Isso mesmo. A gente pensa que nunca vai ganhar a rifa que comprou, o bingo da festa ou o sorteio do supermercado, mas não é que as vezes é pra ser? As vezes não, quando é pra ser. É PRA SER. E assim foi.

Ele não estava em uma casa de poker e nem com as cartas na mão; ele estava na minha casa, no meu sofá, jogando online, numa sexta-feira. Jogou, jogou e foi ficando entre os finalistas. Então ele disse que estava entre os 3, nossos olhos se voltaram e então a torcida firme começou; não deu muito tempo, quando percebemos, ele tinha recebido a mensagem: Você é o vencedor! 

Premiados, felizes e cheios de vontade de mergulhar nesse mar azul, fomos para Cancún; e nem imaginávamos o quanto o México poderia ser tão fascinante. 


Antes de começar a falar desse paraíso, preciso dizer: Que lugar colorido, feliz e cheio de gente receptiva.

Daí, você chega na cidade e se hospeda em um dos inúmeros hotéis da Boulevard Kukulcan, a avenida principal que concentra praticamente todo o movimento hoteleiro da cidade. Chegando no hotel, você descobre que nele tem tudo: cassinos enormes, restaurantes estrelados, bares, lojinhas e até pavões e flamingos (eu disse pavões e flamingos mesmo!).


E é justamente passear pelo hotel que vai consumir boa parte do seu tempo em Cancún. Por isso: pés no chão. Nos hospedamos no The Pyramid at Grand Oasis e nessa brincadeirinha de hotel, deixamos de conhecer muito da cidade à mercê da mordomia de um all inclusive, mas como já pensamos no roteiro e lugares que queríamos ir antes, conseguimos recuperar um pouco o tempo.

Não seremos hipócritas de dizer que dar uma descansada no hotel foi ruim. Na realidade foi ótimo, mas se você vai passar menos de sete dias por lá, é bom conseguir aproveitar tudo o que Cancún tem para oferecer.


Uma das coisas mais lindas que a cidade me trouxe foi redescobrir a vida ao mar e como ele recarrega nossas energias. Eu sou de Brasília, e por mais que ela seja linda, planejada e com céu incomparável, ela nunca vai ter mar. Já em Cancún a história foi outra. Cada segundo do dia foi tempo de agradecer à Deus por cada momento.


Não tem um lugar que você olhe em que não se encontre um mar. Não tem uma praia em que não se veja gente. Gente tomando sol na areia, jogando bols, tomando uma tequila, fazendo festa, dançando. E não há falta de sol que tire a vontade desse povo de aproveitar o dia.

E como não falar da comida? Tem pimenta absurdamente picante como se espera sim. Tem abacate sim. Mas é muito mais raro do que parece e tem muita cultura por trás.


Não tem como contar tudo por aqui, mas esse foi um gostinho dessa viagem maravilhosa! 

Márcio Henrique Zuany e Eu na piramide Chichén Itzá

Queremos voltar logo, mas enquanto isso, só tenho mesmo a dizer que te amo, Cancún
¡Hasta luego y gracías por todo!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

SOBRE UM SOCO NA ALMA: O LIVRO QUE INSPIROU À NOVELA DAS 21H


Amor, ambição e vingança são alguns dos sentimentos que circundam a história de O Outro Lado do Paraíso, nova novela da Rede Globo, que estreou em Outubro. Parte da trama que aborda contextos de violência, ciúmes, machismo e temperamentos agressivos é inspirada na obra brasiliense, isso mesmo, obra brasiliense Um Soco na Alma, da editora Pergunta Fixar e das autoras Beatriz Schwab e Wilza Meireles. 

Um Soco na Alma abre espaço para a desconstrução de equívocos sobre relacionamentos abusivos. Para Beatriz Schwab, co-autora do livro, o objetivo da obra é o de ajudar as mulheres vítimas de violência. Ela se sente honrada em ter a obra inspirando parte da trama da novela. “Vai tomar uma dimensão bem maior do que imaginamos. Este é o objetivo: que as mulheres fiquem mais atentas.”

Após esgotarem os exemplares da primeira edição, autoras vão lançar a segunda nesta quinta-feira, dia 23, das 18h às 21h, na livraria Leitura, do Pátio Brasil. No evento, haverá sessão de autógrafos e coquetel. O livro custa R$30,00 e, por enquanto, está disponível na livraria Leitura do Pátio Brasil. 

#ficaadica
Fonte: Solos Comunicação

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SOBRE A REINAUGURAÇÃO DO KIMURA SUSHI


A experiência da tradicional comida japonesa é muito mais mágica do que se imagina. Não é pra todo mundo que sushi é amor a primeira vista, mas pra quem é do time que não abre mão de um bom rodízio, trago informações quentíssimas, ou melhor... até crua se você preferir. 

É cada vontade de sushi que a gente passa todo dia, não é mesmo? 

Eu não posso passar na frente de um restaurante, ver uma foto no Instagram ou ouvir falar de sushi, que já me dá vontade... Mas cá entre nós, devemos ser exigentes nas escolhas e por isso, quando gostamos de um lugar, nos tornamos público fiel.

Fica a dica de um lugar mais que aprovado que conheci na última segunda: o Kimura. Com rodízio e a la carte, o restaurante que fica na Rua 12 da Vicente Pires, sempre foi muito querido por lá, mas com alguns problemas administrativos encerrou suas atividades em Maio com a promessa de reabertura. 


Alguns meses depois, e sob novo comando, dos empresários Laert Gama e Tiago Ribeirotomam, o Kimura está de volta com a missão de reconquistar os antigos clientes e compartilhar muitos #kimuraslovers por aí. 

Eu, a louca do ceviche, comi vários, mas também provei os tradicionais da casa: entradas, rolls, combinados, camarão com cream cheese, envolvido em salmão no molho shoyo com azeite e limão, sashimis maras, e o grande destaque do Kimura Supremo, um prato feito de camarão e pasta de alho poro, envolvida por uma manta de salmão maçaricada com molho de maracujá e nem vou falar das sobremesas, mas, a dica é: quando vocês forem, guardem espaço pra elas! 


Sobre o funcionamento: Para o jantar, de segunda a quinta das 19h00 às 23h00. Sextas, sábados, domingos e feriados das 19h00 às 00h00 e para almoços, aos sábados, domingos e feriados de 12h00 a 15h00. Além da questão que não quer calar: o valor do rodízio: de segunda a quinta, ele é R$75,90 e nas sextas, sábados e domingos, R$82,90. 



Bmark Comunicação