quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sobre editorial, virgens suicídas e produzir moda


             Oi meninas, tudo certo? Como eu já compartilhei com vocês, eu faço um curso de Produção de Moda, e sempre que eu puder, estarei postando os meus trabalhos, e principalmente os editoriais, feitos durante o curso. O editorial de hoje, é sobre o filme de Sofia Coppola, As Virgens Suicidas, lançado em 1999, inspirado na obra de Jeffrey Eugenides. 

 
             De cara, já nos deparamos com um título nada despretensioso, que revela o fim do filme. Sim pessoal, as cinco irmãs morrem, por suicídio, e  anos após a morte de ambas, alguns garotos da vizinhança onde elas moravam, decidem reunir evidências, desde diários, até histórias contadas, para descobrir o que se passava na cabeça das irmãs, e por qual motivos estas tiraram sua vida, o filme é uma tragédia vivida nos anos 70.

 
               O filme pode ser definido como misterioso e impactante, já que as irmãs Lisbon não saem da nossa cabeça, do mesmo modo que não saíam da cabeça dos vizinhos. É uma narração de alguém que esteve lá, mas não de verdade, e nem presente em momento algum. O longa metragem não culpa a sociedade, nem a família ou qualquer fato psicológico como o causador da morte das meninas; tudo é visto de maneira imparcial, quase documental, a história é contada de maneira singela e sem apressar o ritmo, sem apelar para o grotesco, é tão melancólica quanto as protagonistas. Tudo começa quando Cecília, a irmã mais nova de 13 anos, corta os pulsos e no entanto é salva pelos médicos. Insatisfeita, quando recebe alta do hospital, se joga da janela do segundo andar de sua casa e cai em cima de uma cerca de ferro. Para a comunidade, foi um fato drástico, que deveria ter aparentemente afetado as irmãs, o que não acontece, elas se tornam evidentes, e cada vez mais notadas. 


               Despertando uma essência diferente em Lux, umas das irmãs, de 14 anos, que se torna a mais rebelde das irmãs, e luta intensamente contra as restrições da mãe. Ela se faz uma heroína trágica, que acaba personificando as outras irmãs: Bonnie de 15 anos, Marry de 16 e Thereze de 17 anos. Elas tornaram-se poderosas demais para viver entre nós seres da vida mundana, eram visionárias demais e cegas demais, talvez esse seja o motivo de se matarem: uma libertação. A essência dos suicídios não consistia em tristeza, mas apenas em egoísmo. As meninas tomaram em suas próprias mãos, decisões que deveriam ser tomadas por Deus.
                Feita uma pequena resenha do filme, para situar quem ainda não teve a oportunidade de assistir, seguem as fotos do editorial estilo Vogue, com o título JARDIM SUICIDA, mostrando uma versão súbita da historia, representando um ambiente de normalidade tão mundano que chega a ser assustador, tranquilidade esta, que soma a desesperança. O filme critica a sociedade da hipocrisia nauseante da constante "ditadura da felicidade", que obriga as pessoas a assumirem um otimismo sufocante. Nos apegamos aos fatos melancólicos e firmes da misteriosa história, e mesmo sendo uma dramaticidade excêntrica, é um editorial de moda, e espero que gostem. Foi uma produção de Jéssica Ribeiro, Pamella Azevedo, Raylane Bendôr e Thomaz Conessa, com imagens fotografadas por Jéssica Lília Brito, e modelos: Jéssica Ribeiro, Pamella Azevedo, Rayenne Bendôr, Raylane Bendôr e Rayssa Bendôr.


 




 
Espero que gostem!
Beijos, Ray