novembro 19, 2014

Sobre desconto, promoção e liquidação.

               Essas palavras são espécie de som para os nossos ouvidos, entretanto, os consumidores devem entender as vantagens e as desvantagens que elas podem acarretar. As vitrines claramente ludibriam os nossos olhares, com propostas de valores baixos, frases chamativas e com promoções muitas vezes irrecusáveis, porém, mesmo com o preço encantador, nem sempre essas compras por impulso são necessárias, e estas acabam pesando no bolso.


               Recorri ao dicionário para pesquisar o real significado de uma liquidação, e a palavra é um derivado de: liquidar, é uma venda de mercadorias a preços baixos, em vista de uma saída rápida, tendo como objetivo acabar com o estoque, para dar lugar a outros itens, lojas costumam fazer esse tipo de evento, quando uma coleção está alternando, ou quando há troca de estação. O que difere da promoção, que é uma ação de venda, em cima de um produto específico, está é sim uma estratégia de venda, sendo por motivos de marketing ou sazonais. Sim, é uma diferença sutil, afinal, ambas se referem a mercadorias vendidas a preços mais baixos do que o habitual. Já os descontos, fazem parte de casos específicos, em que há negociações entre o cliente e a empresa, por exemplo, quando o produto é pago à vista.


                Impulsionados pela sede de consumir, nem sempre nos damos conta da maquiagem de preços que diversas vezes ocorre na promoção desses eventos, é necessário desconfiar dos valores oferecidos e antes da compra, investigar e comparar em outras lojas, a tática é muito utilizada para vender mais sem ter que necessariamente diminuir os valores. Funciona da seguinte forma: O lojista sobe arbitrariamente o preço do produto dias ou uma semana antes de lançar a promoção, e dessa maneira ele pode dar um desconto muito grande no produto, e o consumidor acreditará estar levando vantagem.


                As imagens são do Filme Os delírios de consumo de Becky Bloom, que retrata exatamente o universo de compras, e como podemos nos tornar consumistas compulsivos, compenetrados pelo incontrolável desejo da compra.