terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Sobre pedaços, conjuntos e referências

               "Quando a gente se olha no espelho, vê um conjunto de coisas, todas as partes de uma mesma aparência. Ninguém é só quadril, ou só peitinho, ou só barriga, ou só coxa grossa. A ideia de conjunto pode ser libertadora, porque dá a possibilidade da gente encontrar pontos fortes para valorizar na própria aparência de mais de um jeito, sob mais perspectivas. Ao mesmo tempo, esse conjunto de lindezas dá a chance de harmonização, de compensação: se fosse tudo uma coisa só e a gente não curtisse essa coisa, estava tudo perdido... Mas, não! Não está tudo perdido, pelo contrário, se a gente não curte uma coisinha que seja, essa coisinha pode ser "neutralizada com amor", quando a gente valoriza outras coisas, e então desvia a atenção de um "desgosto" para um "gosto". Corpo faz parte da aparência que a gente tem, mas todo mundo é muito mais do que aparência!"

RESENDE, Fernanda e ZANETTI, Cristina, VISTA QUEM VOCÊ É, 2013, p.66


                A questão da auto-aceitação se mantém em evidência, sobretudo pelo fato de é corriqueiro a sociedade propagar a insatisfação com a sua forma corporal, graças aos padrões muito restritos da "forma ideal" do corpo.

                O peso, a forma, a altura, a cor e o tipo do cabelo, as cores da pele e dos olhos, a espessura dos lábios, o tamanho de nossos membros, de nossas orelhas, mãos, pés, dedos, são particularidades que, no conjunto, concebem como nos vemos, como somos vistos e como nos relacionamos conosco e com “nosso mundo”. Por sorte, não somos "pedaços de corpo", somos um conjunto, e por isso não conseguimos nos massificar (infelizmente muita gente adoraria isso, ser igual a tal, blablabla), cada pessoa têm sua combinação, e isso é lindo.
          Eu bem sei, que reclamo de vários aspectos no meu corpo, mas estou trabalhando e "mentalizando" para que isso não seja um obstáculo na hora de me vestir. Sou magra, e tenho pernas finas; sofria demais com isso (era um drama épico), quando as roupas ficavam folgadas eu me afogava em lágrimas. Comecei a me basear em diversas referências, parei de procurar pessoas que não tinham meu tipo físico, e comecei a procurar quem ganhou no jogo no estilo, quem se encontrou e aprendeu a se valorizar, comecei a pesquisar meninas que mesmo com a "dificuldade" que eu achava que tinha, se libertaram desse chororô, e passaram a ser lindas da forma que são.
                 Essa é uma das minhas referências, e esse foi um dos passos para o meu "aprender a me vestir", ela é linda como é, elegante e sofisticada, e se chama Nati Vozza. Minha dica de hoje é: Parem de se martirizar! Bora ser feliz e mostrar para o mundo o quanto somos únicas! Obs: Isso serve para os meninos também.

Nati Vozza, Blog Glam4you