janeiro 15, 2015

Sobre réveillon, gramas verdes e novos ciclos.

Lentilha da virada, sementes de romã ou de uva, calcinhas de diversas cores... Qualquer que tenha sido sua superstição para o novo ano – até mesmo a falta dela vale -, o importante é manter essa chama esperançosa viva durante todo 2015. Mesmo quem não fez sua “simpatia réveillonzística” merece (e deve!) manter um pensamento positivo durante todo o ano que virá.
Embora a maioria das pessoas tenha, ao menos, um pouco de superstição, nem todos assumem isso publicamente. Mas a questão a ser aqui discutida não é a hipocrisia e/ou a vergonha desses seres que negam até a morte o fato de serem, ao menos um tiquinho, supersticiosos. O foco do texto é a chama da esperança de todos os réveillons, que acaba se apagando – na maioria das pessoas – ao longo dos meses.
Passamos, sim, por estresses cotidianos, o que colabora para perdermos nosso senso de humor e nossa promessa de felicidade eterna feita nos segundos antecedentes à virada. Mas, como todos já sabemos, isso é o natural da vida. Muito embora a grama do vizinho pareça sempre mais verde, a realidade é que ninguém é isento de chateações e pequenos – que podem virar grandes (só se deixarmos) – problemas diários.
Quando brigamos com nossas mães ou nossos namorados, por exemplo, sempre temos a impressão de que somos os únicos seres humanos no mundo que passam por esse tipo de situação. “Mas, mãe, você é a única que não deixa! Todas as outras mães deixam!”, talvez tenha sido a frase mais pronunciada durante toda a minha adolescência. A festa que eu não podia ir era sempre o melhor evento do ano, e o show daquela banda famosa, sempre o mais badalado.
No entanto, a verdade é uma só: ao acharmos que nossa “dura e triste realidade” é sempre a pior do mundo, estamos, literalmente, cavando nossa cova. Sim, estamos prontos para enterrarmo-nos, vivos ou não, em uma tumba da depressão. Sendo assim, que tal deixarmos de lado o nosso espírito de mártires e reconhecermos que, mesmo com os problemas cotidianos, podemos, sim, ser felizes e viver bem?
É certo que, às vezes, nossa única vontade é a de deixarmos tudo e todos – relegados ao fracasso – e abandonarmos este planeta miserável e hostil para, portanto, habitarmos Marte ou talvez até mesmo Plutão. Mas, quando essa vontade (um tanto quanto tragicômica) bater, contemos até dez (ou até mil, quem sabe...) e respiremos fundo. Quando, finalmente, lembrarmo-nos que a grama do vizinho também não é, de um todo, verde – assim como a nossa, que, no referido momento, deve estar roxa (ou marrom, se é que me entendem) - , podemos parar de contar.


Da maneira como escrevo, parece ridiculamente fácil conter toda a nossa raiva mundana – que, talvez, até mesmo ultrapasse os limites terrenos. O ser humano, por ser um animal demasiadamente selvagem (sim, somos extremamente ferozes), não consegue equilibrar muito bem suas três regiões cerebrais – ego, superego e ID. Como um bebê, muitas das vezes cremos que nada poderá nos impedir. É como se não conhecêssemos as regras da sociedade e pudéssemos realizar qualquer atrocidade somente para nosso extravaso raivoso. Mas, sabendo que temos leis a seguir, devemos, portanto, contentarmo-nos com nossa contagem numérica até que o ódio passe (ou, pelo menos, melhore).

Moral da história: não percamos a esperança em um mundo – ou em uma vida – melhor. Creio eu que as viradas anuais existam, única e exclusivamente, para fazermo-nos pensar que temos, sim, a possibilidade de mudar a cada ciclo que passa. E nós temos! Não só no ciclo oficial – 31 de dezembro a 1 de janeiro – mas, também, nas fases não padronizadas, como, por exemplo, hoje. Eu defini, por livre e espontânea vontade, que, hoje, encerrarei um ciclo e darei início a um novo – infinitamente melhor.

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Se você, assim como eu, deseja iniciar uma nova fase em sua vida – sem esquecer os bons momentos das passadas - , não perca tempo: seu futuro prodigioso pode começar agora mesmo. Ou se você, embora tenha tido as melhores intenções na virada de 2014 para 2015, já relegou seu pensamento positivo por qualquer razão que seja, dê um restart. Todo dia é dia para apertarmos o “F5” de nossas vidas e recarregarmos nossas energias, renovando nosso espírito e buscando, sempre, nosso bem maior: a felicidade.

Feliz ciclo novo!
 Nati Ribeiro

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