abril 05, 2015

Sobre crueldade alheia, perfeição e crescimento viável.

A crueldade das pessoas é estrondosa. Basta o ser humano cometer um erro minúsculo para já ser rechaçado por toda a sociedade. É evidente que críticas construtivas são mais que bem-vindas, no entanto, há um certo limite para julgamentos – especialmente se forem depreciativos.

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O famoso pensamento de que um erro é mais marcante que mil acertos é a mais pura verdade. O ser humano foi condicionado a censurar qualquer tipo de falha, uma vez que a cultura atual prega a perfeição. Por mais que saibamos que somos, todos – sem exceção -, passivos de erros, ainda assim queremos lutar para jamais falharmos.

Quando falhamos, logo nos sentimos culpados. Afinal de contas, se a culpa não vem, é sinal de que algo está errado: como lidar com uma pessoa que não se sente culpado ao errar? Ela, muito provavelmente, é um delinquente inconsequente incongruente. Até mesmo o fato de não se importar com os erros é visto como algo errado.

A busca pela perfeição se tornou tão constante que, se existe alguém no mundo que não busque ser melhor a cada dia – visando a perfeição, obviamente -, essa pessoa já é enquadrada no grupo dos marginais. Pessoas sem meta sofrem mais preconceito que todas as minorias juntas.

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Não defendo o desapego de todas as responsabilidades, afinal de contas, eu sou a pessoa mais preocupada com o futuro que possa existir. No entanto, creio na inalcançabilidade da perfeição. Ou seja, ninguém pode ser perfeito. Aceitemos isso e vivamos mais felizes, menos preocupados.

Vejo, todos os dias, pessoas fazendo um esforço gigantesco para se mostrarem superiores aos outros. O trabalho delas é tão grande que chega a ser doloroso. E o pior é que elas não entram nessa batalha para serem pessoas melhores. Elas lutam arduamente para provarem aos outros que são perfeitas – ou, ao menos, tentam ser.

O que ocorre é que, com a maldade alheia, todos sofrem depreciações. Seja por meio do esforço para ser melhor ou por meio do comodismo, as críticas virão. No primeiro caso, você será visto como algum idiota que luta em vão. Já no segundo, você será visto como um vagabundo que não tem objetivo de progredir.

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A partir do momento, portanto, que aceitarmos a impossibilidade de sermos perfeitos e que, de uma maneira ou de outra, seremos criticados, viveremos melhor. Busquemos melhorar a cada dia, sem o intuito de agradar os olhos alheios. Ou não busquemos nada: permaneçamos estagnados, sem pretensões de crescer.

A única coisa que não devemos buscar é a perfeição. Quem corre atrás dela, acaba frustrado. Ou melhor, vive – constantemente – frustrado. Uma derrota atrás da outra é só o começo para quem busca o inalcançável. Se seu objetivo é ser melhor, portanto, tenha ciência de que crescer de pouco em pouco é o único caminho viável.

Natália Ribeiro

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