abril 10, 2015

Sobre os ícones femininos POP

               Aquele que se destaca a ponto de se tornar uma referência em escala mundial, é chamado de ícone. Com o desenrolar dos anos, a luta feminina por espaço na sociedade, se tornou estridente, e elas precisaram dos mais variados artifícios para ofuscarem toda a intolerância que as aflingia e as aflinge até hoje, assim, muitas delas tornaram-se ícones, visto que algumas celebridades femininas deixaram marcas tão profundas de sua personalidade que, mesmo com o passar do tempo, continuam a nos inspirar.
               Ludibriadas por toda o brilho dessas personagens memoráveis, minha turma de produtoras de moda reuniu algumas das muitas divas, que cada qual à sua maneira, são verdadeiras referências de estilo, para um Fashion Mob no Park Shopping. Casamos todas essas referências à cultura pop, que é símbolo de vivacidade e popularidade tal como nossas "escolhidas". Os elementos incorporados em nossas produções foram em alusão as suas marcas registradas e a beauty foi por conta do Pop Art de Andy Warhol, um movimento que surgiu nos anos 50, que aborda a crítica e bombardeamento da sociedade capitalista através dos objetos de consumo da época, com de cores inusitadas massificadas pela publicidade, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, reproduzindo cenas de expressão cotidiana.



               Única e intensa, Frida Kahlo pode ser considerada uma mulher a frente do seu tempo e cheia de vida, ela era o retrato da má sorte, e ao contrário das mulheres de sua época, anos 40, gostava de tudo o que era verdadeiramente mexicano, suas pinturas consistiam na maioria das vezes em auto-retratos, pois esta dizia se pintar, por ser o assunto que conhecera melhor. Em clima nostálgico, lembramos de Amy Winehouse, que em sua curta vida, delimitou estilo, com seu cabelo característico e delineador nos olhos, entretanto, para o mundo ela era a garota que quiseram mandar para a reabilitação e que disse "não, não, não". Assim como a letra de Rehab, o hit com que ela estourou em 2007, tudo em sua imagem levava a crer que a cantora britânica vivia em um mundo completamente sem regras. Outra que não se fez muito adepta as regras, foi dona de um dos estilos mais sexys e provocantes, Marilyn Monroe, quem não se lembra do icônico vestido branco e esvoaçante usado por ela no filme de 1955 “O Pecado Mora ao Lado”? Os anos 60 foram cenários de estrelas singulares, como Twiggy, considerada uma das primeiras supermodelos do mundo, por sua imagem quase andrógena e imensos olhos. Ela possuía uma aparência adolescente, muito magra, que lhe rendeu o apelido de "Twigs", graveto, que a dona dele achava ridículo. A sofisticação e elegância definem o ar misterioso de Audrey Hepburn, sempre lembrada por sua personagem Bonequinha de Luxo no filme de 1961, "Breakfeast at Tiffany's", e suas produções pontuadas por pérolas. Quando o assunto é produção e adereços, logo lembramos da inesquecível Carmen Miranda, que representou como ninguém os estilo colorido e tropical do nosso país, com seus balãngandãs, frutas, turbantes e plataformas. Produções inusitadas também podem ser referência quando o assunto é a cantora Lady Gaga, que ficou popularmente conhecida na indústria por sua irreverência, ela define a moda como um ponto primordial para seu sucesso, e assim tem sua própria equipe de produção criativa, responsável por suas roupas, adereços e penteados.

"Prazer, Carmem!"