sábado, 23 de julho de 2016

SOBRE SEXO, FEMINISMO E RELIGIÃO


             Graças ao bom e eterno Deus, o feminismo está em voga. Lembro-me do início, quando tive meu primeiro contato com as ideias feministas da universidade. Era tudo tão abstrato e tão longe da realidade. Eu, que era vítima do machismo e o reproduzia pra lá e pra cá, comecei a me interessar cada vez mais pela igualdade entre os sexos. Eu lutei muito, briguei com várias pessoas e, mesmo assim, fui massacrada. Aos poucos, comecei a ver uma revolução, em especial nas redes sociais. Mais e mais mulheres aderindo ao feminismo, além de alguns homens mais sensatos que também concordavam com a equidade entre os gêneros. 

 
  
             Acontece que, com o advento de toda essa liberdade feminina, algumas mulheres se prenderam ainda mais, virando escravas do próprio corpo e da própria mente. Como assim? Bom, o que a maioria dos blogs feministas pregam é que a mulher precisa exercer uma sexualidade totalmente livre. Até aí, sem problema. O câncer da situação começa a surgir quando uma mulher que não está preparada para usar e ser usada sexualmente começa a ser libertina. Meninas novas, que mal saíram da puberdade, sentem-se na obrigação de beijar, de tocar, de transar. Isso tudo porque, se elas não fizerem isso, serão taxadas de quadradas, de antiquadas. Algumas delas se inserem nesse mundo sexual sem o devido preparo à rejeição. Sim, o sexo casual está diretamente ligado à rejeição - e à objetificação.

             Se você não é cristão, por exemplo, não vê o menor problema em usar o corpo da maneira como bem entender. Mesmo assim, há meninas não cristãs que andam sofrendo muito com o fato de terem que lidar com o sexo tão superficialmente. Quero deixar bem claro que, para mim, não há o menor problema em transar livremente. O ponto no qual quero chegar é que ando vendo (e muito) por aí meninas - inclusive amigas minhas - que estão objetificando o corpo demasiadamente e sofrendo muito com isso. Se elas dão no primeiro encontro e o menino não liga no dia seguinte, o sofrimento começa. Elas enchem a cara, chupam vários paus só por diversão, mas, no final, só queriam mesmo um único amor. Nessa busca infindável da auto afirmação feminina, muitas mulheres perdem a própria essência e acabam até mesmo entrando em depressão.  


             Devemos, portanto, lembrar, que o feminismo é a liberdade feminina, independentemente de como essa liberdade será exercida. Se você quer ser casta, dona de casa, mãe de seis filhos, sem problema. Se quer dar pra todos, sem problema tampouco. O importante é sermos todas respeitadas, tratadas com dignidade e igualdade. De nada adianta nos libertarmos de certas amarras e, logo em seguida, prendermo-nos novamente. Façamos o que quisermos, sabendo que cada ato gera uma consequência. A sensatez é a melhor amiga do equilíbrio. Respeitemos, então, a maneira única de cada mulher viver sexualmente. Sem culpa, sem julgamentos, sem padrões.