segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SOBRE ÍRIS APFEL, PRECISAMOS FALAR DELA


Um dos presentes de se estudar moda, é ter a oportunidade de conhecer a fundo, pessoas que fizeram dela trajetória. Íris Apfel, é exemplo claro de uma fashionista inata; decoradora de 95 anos, ela é inspiração pra muita gente (como eu) que ama moda, gente criativa e arte. Por tanto, precisamos falar dela.

Por incrível que pareça, ela nunca viveu diretamente no mundo da moda, sendo modelo, estilista ou editora; pelo contrário formou-se em História da Arte e fez do mercado da tapeçaria sua profissão. Roupas e os óculos grandes são sua marca registrada e fizeram do seu estilo reconhecido (e respeitado) com unanimidade no mercado da moda. Mas foi só na faixa dos 80 e poucos anos que ela foi descoberta, graças a sua coleção ímpar de acessórios armazenada em apartamentos e galpões espalhados nos EUA. 


Íris é moda pra viver.
Hoje ela é procura certa para palestras, entrevistas, editoriais e teve à vida contada no documentário, de Albert Maysles, disponível na Netflix, que explora sua rotina e conta da sua relação com a moda, aventuras e casamento com Carl Apfel. 

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Acompanhar a sua vontade de viver, seu cotidiano e sua energia é inspirador. Ela sempre foi a frente do seu tempo, e acho que até hoje é. Sempre fala sobre ocupar a mente, e que por isso não sente tanto as dores da idade, e agradece por, nessa fase da vida, receber tantas oportunidades de fazer o que ela ama. No filme, Íris contou como foi ser uma das primeiras americanas a usar calça jeans, enquanto moças só usavam vestidos rodados, e contou também sua escolha de não ter filhos.


Cada frase dela deveria estar espalhada pela cidade, pra gente ler todo dia. Ela é alimento pro pensamento: além de abraçar a ideologia de que não temos regras para nos vestir, ela diz que as pessoas murcham e morrem sem arte, e é nisso que eu também acredito. 

Íris compra o que gosta e usa, e a gente a ama, porque não é todo mundo que segura um visual como o dela, que transcende vivacidade, personalidade e estilo, e parece que ela sempre foi assim. 

Sua paixão pela arte, pela moda e pelas pessoas é indiscutível. Eu já conhecia um pouco sobre ela, mas depois do documentário eu tive mais certeza que quero ser que nem a Iris quando eu crescer.