fevereiro 01, 2017

SOBRE BORBOLETAS NO ESTÔMAGO & ESCOLHAS DE COMPRA


Você sabia que várias civilizações acreditavam que a alma ficava no coração e que era dali que vinham o que sentíamos, pensávamos, o porquê de nossas ações e a origem das nossas emoções?

Tanto que muitas palavras quando criadas, traduziam esse pensamento, tipo "recordar", do latim re-cordis, que significa "voltar a passar pelo coração". Quando a gente recorda, estamos lidando com o processo de recapitular lembranças e memórias; e hoje nós sabemos que todo esse borogodó funciona no cérebro.

Ou seja = coração apertado e borboletas no estômago: tudo coisa da nossa cabeça, literalmente, está tudo no cérebro mesmo.

Acho que a expressão "borboletas no estômago" deve ter saído de um livro de algum escritor inspirado, e a partir daí, passou a ser usada, se tornando o que é hoje: quase um patrimônio do dialeto humano. Ter essas lindezas no estômago é uma expressão para tentar definir sensações, de sentimentos engraçados que temos quando recebemos notícias boas, quando estamos apaixonados, ansiosos, nervosos... É bom sentir isso; nos faz sentir vivos.

Porque você está falando disso tudo? 

Pra dizer que a maioria das nossas decisões de compras não são racionais, são culpa das borboletas no estômago e as vezes do coração apertado (alô consumistas na tpm). 

E mesmo a gente achando que temos que ser racionais quando tomamos decisões, acabamos não sendo. São os aspectos emocionais que têm um papel superlativo nas nossas escolhas.

Agimos e reagimos bem menos racionalmente do que supomos.

O que nos leva a acreditar que as decisões de compras são racionais é o processo; avaliar orçamento, escolher se vai ser débito, crédito, dinheiro ou cheque; fazer cadastro... Mas a etapa da decisão, geralmente, não é fruto da racionalidade.

Muitas vezes pra não pensar muito, a maioria dos clientes repete decisões anteriores. 

Decisões que eles acreditam já ter sido fruto de um raciocínio lógico anterior, mas que no fundo são resultantes da "poupação" de energia, já que raciocinar consome tanta glicose que nem sei.

É por isso que as pessoas vão no mesmo cabeleireiro, na mesma boutique, nos mesmos restaurantes; compram as mesmas coisas no supermercado; a maioria das vezes sem analisar se está precisando mesmo e se esse item ainda faz parte da rotina –think about!– às vezes você nem tá afim mais de tomar refri, e compra porque sempre comprou, e toma porque está lá. 

Ponto 1. É mais fácil repetir as decisões anteriores, mas não é o mais saudável.

Ponto 2. Precisamos identificar quando as borboletas no estômago precisam ser levadas em consideração. 

A gente compra tanto sem pensar, mas também deixa de comprar por pensar demais, né?

E quando eu falo comprar, não estou me referindo só a abrir o aliexpress e levar tudo por US$ 0,99. Estou falando de experiencias de compra saudável: como viajar, ir à um restaurante novo...

Que tal reorganizar as duas ideias acima e fazer delas solução? Pensar+Comprar, nem 8, nem 80. 

Como assim Ray? É isso mesmo, pensa, compra e vai.

Investe no que te faz sorrir, no que vai te despertar as borboletas no estômago; planeja como você vai fazer isso se tornar real (nessa hora usa e abusa mesmo do pensamento!); e assim você vai conseguir ser o combo racional+emocional que todo mundo sonha. 

Ninguém aqui tá falando de gastar mundos e fundos com entretenimento; estou defendendo que temos que viver feliz, e não viver pra ser feliz. Temos que agir mais, sem compulsão ou travamento. As vezes é bom equilibrar e deixar que as borboletas lhe guiem.