sexta-feira, 25 de agosto de 2017

SOBRE ENGAJAMENTO


"Se você acha que dá pra viver só de arte, vai ser pobre a vida inteira." Em pleno ano de 2017, já ouvi da boca de várias pessoas coisas desse tipo. 

No cenário de hoje, em que a mídia tem se reinventado, a sustentabilidade se manteve em voga e a nova geração trouxe novos panoramas, em prol de ideias e ações que transbordam criatividade; eu naõ posso ouvir comentários desses e ficar calada.

Pensamentos quadrados não vão balançar a economia, não vão construir pessoas que respeitam a diversidade e muito menos ajudar a melhorar o mundo em que vivemos. Mas pensamentos engajados vão.

Quem me conhece de perto, sabe o quanto sou engajada, o quanto sou a favor de projetos que nos tiram da zona de conforto, que são alimentos pro pensamento e que possuem propósitos.

Propósito, tá aí meu palpite para a palavra do ano de 2017. 

Diferente dos anos anteriores, vejo pelas ruas arte, voz e chuva de projetos incríveis.

Brasília, (minha cidade, e por isso não deixaria de falar dela) voltou a ser ocupada e a nova geração de empreendedores chegou com tudo. Procurar emprego? Não: eles preferem criar empresas. Alugar ou comprar uma sede para a empresa? Também não: eles compartilham espaços. Na revolução dos empreendedores, usar é mais importante que possuir. E a felicidade vale bem mais que um alto salário.

Somos a nova geração e sem dúvidas, vemos o mercado de trabalho de uma maneira diferente.

Vejo mulheres e homens abrindo seus próprios negócios. Vejo loja de criadores que ao invés de serem concorrentes, são parceiros. Vejo espaços de co-working, onde empresas trocam experiências e firmam parcerias. Vejo a moda se transformando e marcas vendendo muito além de produto, propósitos.

@ofelipeguga
Se essa arte faz com que as pessoas sejam pobres, eu realmente serei; pobre de incompetência, pobre de tédio e pobre de consumo descontrolado. Mas rica de alma, de criatividade e de amor, amor por tudo que ainda podemos criar e vamos!